Quando avistava Guimarães ainda distante, sabia que daí para frente o mar transformaria sua fúria em mansidão. Logo adiante via-se a baia de Cumã e os currais, onde a fartura do peixe em períodos de boa pesca era certa.
Geralmente esperava-se pela enchente da maré para que o barco finalmente pudesse atracar no porto. Ansiosa espera, que em muitos momentos proporcionou imagens de cartão postal: andorinhas, gaivotas em vôos rasantes buscavam alimentos à superfície d’água. Os Guarás voando em bando e majestosos como se quisessem tocar o azul daquele céu puro. Ou algum solitariamente passava num bater de asas, lento e silencioso.
Chegava em casa recuperada.
Nenhum comentário:
Postar um comentário