Bandeiras, faixas, músicas, espalhavam-se por toda praça e manifestações corriam o país inteiro. Sopravam bons ventos, um sinal de tempo novo fazia-se vir. O tempo era então das Diretas Já.
Coragem, determinação pulsavam firme no coração e empenho da União de Mulheres de São Paulo. Destemida, atuante, sempre na linha de frente das lutas mobilizava-se mais uma vez nessa arrancada que sacudia o país. A praça Ramos de Azevedo tornava-se referencial, ponto de encontro das mulheres empenhadas nesse novo contexto político; ali fervia o entusiasmo e a paixão pela causa: passeatas, cartazes, panfletos, botons, camisetas. Palavras de ordem desfilavam ante os olhos de simpatizantes, observadores e curiosos. Otimismo dominava naquele ambiente cívico desejoso de transformação. O microfone funcionava em clima de tribuna livre, espaço democrático a todos ansiosos de expressar idéias e sentimentos.

