Somente neste ano trinta e duas favelas sucumbiram na cidade de São Paulo em meio às labaredas de fogo, expondo um cenário nu e desolador de perda, sofrimento, indignação. Só em agosto oito incêndios reduziram barracos à cinzas, pó e destroços numa sequência alarmante. O trágico virou rotina, tornando rotineiro varrer favelas do mapa.
Famílias e tantas desabrigadas, amontoadas em improvisados alojamentos, virando-se como podem.
Algumas recorrem a parentes, outras permanecem na rua ao relento, cuidando, guardando o que restou-lhes. De longe vigiam o pedaço de chão esturricado onde assentarão os mesmos espremidos cômodos, forrados, cobertos por igual risco e perigo.Não é sina nem saga.
À quantas andam as políticas de prevenção e urbanização de favelas nesta cidade? Pelo visto caminham à larga distancia da realidade. Investimentos em habitação para familias de baixa renda, pior ainda, não existe. Os compromissos eleitoreiros assumidos por prefeito e governador não passam de engodo, promessa politiqueira, poesia do discurso demagógico, ilusório e ficticio.
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