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sábado, 9 de fevereiro de 2013

Folia




     A praça principal da cidade transformava-se no reduto do Momo, entrosamento perfeito entre blocos, mascarados, fofões, tambor de crioula e dança do congo. Ritmos populares combinavam-se com marchinhas, sambas, marcha-rancho; cantigas folclóricas misturadas à frenética alegria que jorrava dos foliões nos quatro dias intensamente carnavalescos e participativos.
     O salão do baile era colorido, decorado por mãos engenhosas que criavam formas alegóricas de papel crepom, dando um toque animador e convidativo para festejar. Confete, serpentina e lança-perfume cruzavam-se em um clima de romantismo; flertes e namoros pairavam entre os casais. A orquestra afinadíssima com os sucessos do momento emendava pout-pourris de tirar o fôlego dos dançantes; pelas fantasias buscava-se surpreender com os modelos e a originalidade.
    O tempo fluía célere, e imperceptível passavam os quatro dias. A terça-feira irrompia com cara de despedida; à meia noite os músicos sinalizavam o fim do baile ao som do nostálgico Zé Pereira. Minutos prolongavam-se e os foliões resistiam até extinguir o último acorde do último instrumento musical. Assim finalizava definitivamente o carnaval. Com a quarta-feira de cinzas abrindo o ciclo da quaresma, a pequena cidade retornava a sua vida pacata.