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sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Mensagem

Aos queridos amigos, leitores e seguidores deste blog que muito o prestigiam. Envio agradecimentos repletos de ternura e apreço do profundo da minha'alma e do coração a todos vocês.

Meus votos de um Ano-Novo felicíssimo, renovado de sonhos e esperanças; fortalecido pela coragem, ousadia, determinação. Fraterno e de Paz.

Com afeto

Cida Nunes

25 de Março


Fazia muito tempo que não retornava à rua 25 de Março para as compras de Natal. Sequer passava perto, receosa de tumulto e quebra-quebra. Desde que ouvi falar das brigas da polícia envolvendo vendedores e ambulantes e, estes, inibidos, coagidos a não exercerem o trabalho na rua, também senti-me inibida e medrosa de andar para aqueles lados. Limitei-me ao comércio do bairro sem grandes surpresas nem grandes opções e, o pior, sendo o preço na maioria das vezes alto e desproporcional.
Acontece que neste dezembro sucumbi ao irresistível convite de uma das filhas para chegarmos até lá. Por alguns segundos passaram-se flashes do que é a famosa e cobiçada 25 de março se tratando de período natalino, uma loucura! Preparei o espírito para uma eventual arruaça, que fosse o que Deus quiser, pensei. Pouco tempo de metrô e descemos na São Bento, estação e referência do nosso itinerário para chegarmos a não menos conhecida Ladeira Porto Geral próxima ao nosso destino.
Contudo, antes de sair de casa ouvi da minha filha recomendações e lembretes daqueles que dizemos aos filhos ainda pequenos. Só que no meu caso houve inversão:
- "Mãe, preste atenção no que lhe digo: quando eu segurar sua mão, não solte! Fique de olho na sua bolsa! Lembre-se que não podemos perder tempo! Vá comprando sem demora o que lhe agrada. Na hora que estiver com fome (eu prevenida já estava com biscoito na bolsa) avise, sei de uma boa lanchonete e também onde achar água de coco natural. Mãe, ouviu bem? Tudo certo? Então, vamos agora!
Balancei positivamente a cabeça. Suas palavras de cuidado era mais do que cuidar, era desdobramento cuidadoso do zêlo e desvelo que me cercava. Eu amava chegar na 25 de março mesmo na condição de "criança" estabelecida por ela.
Pois bem. De certa forma vejo a Ladeira Porto Geral como um termômetro daquela agitação central toda. Quando o alvoroço é grande na Ladeira já percebe-se que dificilmente mais adiante vai estar por menos. Por sorte deparei-me com um aglomerado suportável, nem muito aperto, nem muito sufoco; sem sentir-me levada pela enxurrada de gente. Foi um passeio diferenciado que saiu a contento, de bom tamanho. O sol brando e fugidio disfarçado de mormaço moderou os excessos, surpreendeu.
Não costumo fazer planos, mas a 25 de Março volto a incluir nas minhas andanças.