Espiei pela fresta da janela, amanhecia ainda. A barra do dia se mostrava inteira, formosa, avermelhada sobre a pureza do azul que dominava o firmamento por inteiro. Uma manhã que não despertara de vez: nenhuma alma viva transitava, sussurro sequer se ouvia, total silêncio, exceto os galhos das árvores guiados pela leveza da brisa balançavam em pequenos movimentos. A aurora renascia tomada pela paz harmoniosa que vigiava a cidadezinha sem pressa de acordar.
Contemplei o espetáculo, prazer e nostalgia partilhavam comigo esse retorno de longa ausência.
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